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Palavras

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Por Carlos Alberto Gossel Pereira Diga-me suas palavras As mais bonitas palavras As palavras que encantam meu coração Aquelas que me dão emoção Aquelas que fazem - me apaixonar Sonhando e livre pelo ar Fazendo o bem para o meu coração Que não se cansa dessa paixão Sentir o prazer de ter você Suas palavras são adubo para o meu viver Jardim com um eterno florescer Amanhecer após outro amanhecer Palavras de amor me encantando Tuas palavras vão me dominando A magia em palavras presentes Ditas, proferidas, ludibriantes. A luz que encanta minha vida De tua boca sai toda a magia Foneticamente lindas Meu mundo vai se abrindo Juntamente com um sorriso Tuas palavras vão me seduzindo Não sei como me conter Seguro - me em ti não quero me perder A emoção é tão imensa O prazer é tão intenso Você olhou para mim e disse: Eu te amo.

O Cinza e o Verde

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Por Carlos Alberto Gossel Pereira O céu se fechou, As nuvens escureceram, Começou a ventar, Soprou forte demais, Gotas começaram a cair, É a chuva que vem. Relâmpagos chegaram E a chuva veio também. Chuva que molhou meu céu, De palmeiras balançando, O frio invadiu a selva, Tempo que mexe o coração, Trouxe-me a depressão, O verde foi molhado, O verde ficou mais verde Dessa chuva vespertina Que acinzentou minha tarde, E vai escurecendo, Os trovões anunciando a noite, O escurecer se tornou sombrio, Depois dessa chuva Esmaga-me o anoitecer Nesse paraíso de meu Deus.

Cangote

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Por Carlos Alberto Gossel Pereira Pulo no teu cangote Não sou "fracote" Quero te seduzir Acaricio tua pele É que nela se expele Minha vontade de existir Te "lasco" um beijo E em meio ao seu cheiro Vou te consumir Aliso teu cabelo Domino-te com meus dedos Quero te possuir Seguro tuas mãos Dentro de mim uma canção Eu estou a ouvir Agarro-me em teu corpo Entrego-me pouco a pouco Não há como fugir

O Papagaio e o Moleque

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Por Carlos Alberto Gossel Pereira Moleque que corre para lá e para cá Não deixa o papagaio escapar O papagaio afoito no céu Não quer nem saber de descer, voltar Moleque que corre para lá e para cá Com seu papagaio colorido a me encantar O papagaio se esgueira dos postes Não quer na terra tocar Moleque que corre para lá e para cá Não cansa de o papagaio empinar O papagaio saltitando no céu Não quer para terra olhar Moleque que corre para lá e para cá Não deixa o papagaio no azul se aquietar O papagaio desfilando no lençol Não consegue descansar Moleque que corre para lá e para cá Não deixa o papagaio no azul se aquietar O papagaio faceiro no céu Não se importa para quem o quer pegar Moleque que corre para lá e para cá Faz manobras com a mão Mas o "cerol" cortou a linha E o papagaio veio ao chão.

Banhado

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Por Carlos Alberto Gossel Pereira Banhado Por teu ar Por teu corpo Por teus lábios Por teu sorriso Por teu olhar Por teu sabor Por teu amor Por teus sonhos Por teu sol Pela água que te banha Que assanha Todo o meu ser, Se te amar Me faz bem Vou me banhar Nesse rio-mar Afogar-me Explorar Todas as tuas linhas Todo o teu ser, Que prazer Ter aqui você Juntinho Ao meu ser.

Psicopata

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Por Carlos Alberto Gossel Pereira   Não consegui ler no teu olhar Todo o mal que guardavas para mim Embrenhando-me em teus sorrisos Findando a me seduzir Naveguei milhares de vezes em teu corpo Perdido nesse imenso mar Náufrago que não seria ser encontrado Em nenhuma ilha queria acabar Tuas fotos mostram o que não eres A inocência estampada é falsa Descartável como uma garrafa “pet” Cheiroso e letal bálsamo Eres uma casca momentânea Com o tempo tudo vai mudar Vai se arrepender de tudo que fez E meu coração longe de ti estará Invadiu todo o meu ser Possuiu minha mente e minha carne Abusou de todo meu amor Rasgou-me em mil pedaços Deixo meus restos pela rua Nas calçadas por onde passo Mas ainda tenho chances A vida passa e o tempo me salva

O Amor e a Razão

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Por Carlos Alberto Gossel Pereira Esse vento que bate em meu rosto Em minha pele jogando esse frio O amor que tenho guardado no peito Somente me faz infeliz O meu pensar me faz viajar De onde estou para algum lugar Agora sei que amar não é bom Faz-me muito chorar Teu cheiro é a essência do meu viver Teu corpo me faz existir Não sei o que faço com esse amor Queria deixar de existir A razão te quer tirar de mim O amor te quer para sempre Não quero que as flores murchem Meu coração tudo sente O silêncio do meu quarto O calor do dia, o frio da noite Tudo está tão igual Em mim é puro açoite Lágrimas que não param de jorrar Chuva que não cansa de chorar Pelo amor de Deus me tire esse amor Que está a me enterrar