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O Amor e a Razão

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Por Carlos Alberto Gossel Pereira Esse vento que bate em meu rosto Em minha pele jogando esse frio O amor que tenho guardado no peito Somente me faz infeliz O meu pensar me faz viajar De onde estou para algum lugar Agora sei que amar não é bom Faz-me muito chorar Teu cheiro é a essência do meu viver Teu corpo me faz existir Não sei o que faço com esse amor Queria deixar de existir A razão te quer tirar de mim O amor te quer para sempre Não quero que as flores murchem Meu coração tudo sente O silêncio do meu quarto O calor do dia, o frio da noite Tudo está tão igual Em mim é puro açoite Lágrimas que não param de jorrar Chuva que não cansa de chorar Pelo amor de Deus me tire esse amor Que está a me enterrar

Bem cultural

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São palavras escritas Trazendo-lhe o acontecido Palavras concretas e verdadeiras Porto seguro para quem está perdido As castanheiras-do-Brasil são testemunhas Protege-lhe com suas folhas altaneiras Desafiando o céu azul De um jeito tão faceiro Mais que um jornal Bem cultural de Tabatinga De todo o Alto Solimões E de nossa região fronteiriça O rio Solimões lhe rodeia O batiza e o abençoa Passando lentamente pela cidade Suas marolas por aqui soam Quatro são os pontos cardeais Avista-se de qualquer direção Norte, sul, leste e oeste Notícias para a imensidão Registrando a nossa história Herança para nossos descendentes Quatro anos de luta e informação Jornal Solimões é da nossa gente

Invisível

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Essas tuas terríveis traições Que fazem sangrar o meu coração Alguém me disse "ninguém é de ninguém" Mas nessa história eu sou refém Preso por esse amor que tenho No sofrimento me contenho A não chorar e se degradar Nesse sofrido e tormentoso mar Tuas mentiras são punhais na carne Estragam meu mundo e me estraçalham Mundo falso e ás vezes sem sentido Mentiras que vivem me ferindo Amo-te e te odeio, estou confuso Te querer longe seria um absurdo Mudar seu modo de agir é impossível Para os outros meu sofrer é invisível Sentir tua pele junto a mim Saber que alguém também vai sentir Invade uma tristeza e um desespero O tiro foi dado e é certeiro Atingiu o que me faz viver O que levanta todo o meu ser Que me dá forças e ilusão Você atingiu o meu coração

A Cabana de Palha

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Na revoada do vento Jogando o frio para lá e para cá, A zoada que esse vento faz Nos galhos das árvores da floresta me assusta, Folhas se vão pelo ar, Pois o escurecer chegou cedo, Mas a noite não foi avisada, Pois a mata está sombria, E a chuva caiu com bastante ira Lavando a palha da cabana, E encharcando o campinho de futebol. E quem disse que os moleques Se importam com a chuva?! Com gritos de alegria pelo ar Querem brincar e brincar, E a chuva a jorrar! Da casa na beira do rio, Bem perto do barranco, E eu da janela pequena tudo a admirar, E a perguntar: - Que horas essa chuva vai parar?

Tributo à Minha Rua

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Ah, se essa rua fosse a pista de um aeroporto Não queriam privatizar Não estariam de olho nela Banqueiros não queriam nem saber Não estariam brigando por ela O governo não estaria nem aí Não estariam despedindo pessoas E jogando as pessoas pela viela, Pois do jeito que está Não está dando nenhum dinheiro, Pode ganhar votos mas não lucros, E aonde será que está o nosso IPVA?!! Será que "pra" Brasília foi viajar?!! E se foi, no que dará?!! Esse imposto bendito que não vejo chegar!

À Espera

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Quantas noites eu te espero Mergulhado em um mar de solidão Cadê paixão que me salvas nesta hora?! A rua inóspita me atormenta Com profundo ar de tristeza Que me sacode a alma Terremoto de emoções Enfim, tudo em mim pede você. Luz que me ilumina Noite desesperadora Horas que me passam Coração que acelera Lua que me abandonou. Silêncio dolorido Meu quarto escuro me esconde Nesta noite sem você, sem você.

Amor Amazônico

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Folhas de uma floresta úmida Jogadas pelo chão apodrecendo Perdidas em meio à Amazônia Pedaços de meu coração que está doendo O cheiro da mata me entorpece O sol não consegue me tocar É escuro e obscuro o meu sentir Tuas palavras magoam e me fazem sangrar Paraíso verde que me encanta Que de tanta beleza me faz sonhar A gota de orvalho descendo pela árvore Tua lembrança me faz suspirar A água invade a floresta O vento faz a palmeira balançar As nuvens me cobrem com piedade Sabem que estou a amar Bem distante avisto uma canoa Gritos e sorrisos de pequenas crianças Curumins se banhando no Amazonas E ao meu coração dando esperança Sentando no barranco estou a meditar O barco nas águas caudalosas deixar-se levar Relâmpagos se jogam no meio da floresta E eu guardando tanto amor que agora vou chorar