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À Flor da Pele

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Não existe O que me impede De pensar, De sentir, De provar, À flor da pele, Como a pele de uma flor, Todos os sentimentos Que essa vida traz, Se até uma gota d´água Faz-me sonhar, Imaginar Um mundo de ilusão. Palavras que viajam Sentimentos que transladam A porta da razão. Absorvo, Sinto ao extremo Esse mundo frio Que me causa calafrios Ao entregar meu coração Para essa paixão Que não é apenas ilusão Mais é pura poesia Brotando do meu coração.

Anjo

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Anjo do meu céu Por onde andas tu encantas, Cabelos loiros e ondulados Uma cachoeira dourada, Pele alva e clara Naturalmente bronzeada, Encantado estou ao seu lado, Voz rouca que me fascina, Sotaque que me alucina, Doutora dos meus sonhos No meu coração você se encontra, Desde criança nos conhecemos, Infância de puros sonhos, Tornou-se mulher Depois minha companheira Pura e verdadeira Se tornando mãe Mãe de meus filhos, É meu puro amar Que se torna um mar Para juntos navegarmos.

Constelações

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(See attached file: Constelações.JPG) Nessa noite eu quero descobrir Qual a estrela que foi criada para mim, Deve brilhar somente para me agradar Nesse lençol celeste a se espalhar, Dizer para mim o que é o amor, Fazer-me sonhar, nunca ter dor, Eternamente com alegria tentar viver E os cometas passam no azul a se perder O Cruzeiro do Sul aponta para aonde não vou As Três Marias não olham para onde estou Lentamente passam-se as horas Para o universo não há pressa, não há demora Somente existe uma imensidão Banhada de estrelas e de emoção E eu aqui na Terra não paro de admirar No desejo de minha estrela encontrar Minha visão varre esse céu pingado De estrelas, planetas e galáxias espalhadas E eu preso nesse chão desesperado Querendo ser um pouco iluminado Desejando uma ajuda celeste Que venha até a mim e seja breve Meu olhar mil- anos luz a viajar A minha estrela querida querendo encontrar

Cabelos de Ouro

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Nas águas desse rio Brilha o sol com todo seu furor Jogando seus raios nessa água Criando uma ardente cor Águas que parecem cabelos Cabelos despenteados Que se arrastam pela terra            Loiros e iluminados Pequenas estrelas Nessa água tão barrenta Estrelas que surgem de dia E de noite não podemos vê-las Parecem diamantes Talvez sejam apenas estrelas Qual será essa magia Dessa bela natureza Raios que mergulham Que varrem essa água Encantando com beleza E a luz pela água se espalha Serão cabelos de uma cabocla Ou os cabelos da natureza Sou um ser totalmente rico Por possuir tanta riqueza

A Lenda do Boto

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(See attached fido Boto.JPG) Menina bonita Que mora na beira do rio O que aconteceu menina bonita? Foi um boto que surgiu? Apareceu na lua cheia Nessas águas caudalosas Deu pulos para te encantar Deixou-te tão manhosa Na praia ele foi chegando Em um homem se transformando Teu coração dilacerando Você acabou o amando Na festa à beira rio Contigo ele dançou Homem bonito de roupa branca Teu coração ele encantou E sem pensar aconteceu Com ele você fez amor Do boto você engravidou E para água ele voltou Agora a menina bonita está triste Vive sentada no barranco do rio Esperando que o boto volte Para assumir o seu filho (Baseada na lenda popular do boto cor-de-rosa)

Minha Amazônia

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(See attached file: SPM_Blog.jpg) As curvas que esse rio dá Fazem-me cada vez mais o contemplar Essa beleza natural A que é desse lugar Leva-me por esse verde Voltas e voltas por esse mundo E faz perder-me nessa imensidão Desse rio imenso e profundo Sinto cada folha dessa mata Cada nota tocada me comove Esses pássaros que são mágicos Tudo meu coração absorve Respirar esse ar que me faz bem Pois esse ar é puro de verdade Puro o ar, pura a minha alma Sinto da natureza tanta generosidade Bem ao longe ouço um motor Aqui perto um boto pulou Pela água um mureru foi levado Lentamente bem longe ele acabou Minha visão se perde nesse mundo Onde tenho prazer de viver Aqui é a minha terra, minha Amazônia É aonde eu quero morrer

Comunhão

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Rio Solimões Nesse grande rio o caboclo vai pescando O paraíso aos poucos desvendando Onde as águas se tornam brilhantes Pelos raios do sol incandescentes A mata o cerca imponente E lá está, solitário e bravamente A enfrentar sem medo essa floresta Para ele seu destino, a coisa certa Sua canoa é pequena para esse rio-mar Que às vezes parece lhe tragar E o caboclo ligeiro a remar E essas águas indo a conquistar Essa floresta é a sua morada O rio seu caminho, sua estrada O céu de meu Deus, sua proteção, Os peixes abençoados, sua alimentação Peixes pulam nessas águas caudalosas A rede do pescador é jogada imperiosa Em busca do alimento para sua família Aqui é tudo para ele, sua própria vida O caboclo, o rio e a floresta em comunhão, Um faz parte do outro em todas as razões, Ato a se glorificar eternamente, Toda vez que o sol vai para o poente