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Constelações

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(See attached file: Constelações.JPG) Nessa noite eu quero descobrir Qual a estrela que foi criada para mim, Deve brilhar somente para me agradar Nesse lençol celeste a se espalhar, Dizer para mim o que é o amor, Fazer-me sonhar, nunca ter dor, Eternamente com alegria tentar viver E os cometas passam no azul a se perder O Cruzeiro do Sul aponta para aonde não vou As Três Marias não olham para onde estou Lentamente passam-se as horas Para o universo não há pressa, não há demora Somente existe uma imensidão Banhada de estrelas e de emoção E eu aqui na Terra não paro de admirar No desejo de minha estrela encontrar Minha visão varre esse céu pingado De estrelas, planetas e galáxias espalhadas E eu preso nesse chão desesperado Querendo ser um pouco iluminado Desejando uma ajuda celeste Que venha até a mim e seja breve Meu olhar mil- anos luz a viajar A minha estrela querida querendo encontrar

Cabelos de Ouro

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Nas águas desse rio Brilha o sol com todo seu furor Jogando seus raios nessa água Criando uma ardente cor Águas que parecem cabelos Cabelos despenteados Que se arrastam pela terra            Loiros e iluminados Pequenas estrelas Nessa água tão barrenta Estrelas que surgem de dia E de noite não podemos vê-las Parecem diamantes Talvez sejam apenas estrelas Qual será essa magia Dessa bela natureza Raios que mergulham Que varrem essa água Encantando com beleza E a luz pela água se espalha Serão cabelos de uma cabocla Ou os cabelos da natureza Sou um ser totalmente rico Por possuir tanta riqueza

A Lenda do Boto

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(See attached fido Boto.JPG) Menina bonita Que mora na beira do rio O que aconteceu menina bonita? Foi um boto que surgiu? Apareceu na lua cheia Nessas águas caudalosas Deu pulos para te encantar Deixou-te tão manhosa Na praia ele foi chegando Em um homem se transformando Teu coração dilacerando Você acabou o amando Na festa à beira rio Contigo ele dançou Homem bonito de roupa branca Teu coração ele encantou E sem pensar aconteceu Com ele você fez amor Do boto você engravidou E para água ele voltou Agora a menina bonita está triste Vive sentada no barranco do rio Esperando que o boto volte Para assumir o seu filho (Baseada na lenda popular do boto cor-de-rosa)

Minha Amazônia

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(See attached file: SPM_Blog.jpg) As curvas que esse rio dá Fazem-me cada vez mais o contemplar Essa beleza natural A que é desse lugar Leva-me por esse verde Voltas e voltas por esse mundo E faz perder-me nessa imensidão Desse rio imenso e profundo Sinto cada folha dessa mata Cada nota tocada me comove Esses pássaros que são mágicos Tudo meu coração absorve Respirar esse ar que me faz bem Pois esse ar é puro de verdade Puro o ar, pura a minha alma Sinto da natureza tanta generosidade Bem ao longe ouço um motor Aqui perto um boto pulou Pela água um mureru foi levado Lentamente bem longe ele acabou Minha visão se perde nesse mundo Onde tenho prazer de viver Aqui é a minha terra, minha Amazônia É aonde eu quero morrer

Comunhão

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Rio Solimões Nesse grande rio o caboclo vai pescando O paraíso aos poucos desvendando Onde as águas se tornam brilhantes Pelos raios do sol incandescentes A mata o cerca imponente E lá está, solitário e bravamente A enfrentar sem medo essa floresta Para ele seu destino, a coisa certa Sua canoa é pequena para esse rio-mar Que às vezes parece lhe tragar E o caboclo ligeiro a remar E essas águas indo a conquistar Essa floresta é a sua morada O rio seu caminho, sua estrada O céu de meu Deus, sua proteção, Os peixes abençoados, sua alimentação Peixes pulam nessas águas caudalosas A rede do pescador é jogada imperiosa Em busca do alimento para sua família Aqui é tudo para ele, sua própria vida O caboclo, o rio e a floresta em comunhão, Um faz parte do outro em todas as razões, Ato a se glorificar eternamente, Toda vez que o sol vai para o poente

Três Anos de Solimões

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Jornal Solimões Um relâmpago cortou o céu da mata A escuridão dominou este lugar A tempestade teimou em cair Vento que cansou de soprar As nuvens se afastaram De repente tudo clareou Avistei grandes folhas de papel voando A mata se abriu, o tempo acalmou-se Aos quatro cantos da Amazônia Folhas de papel espalharam-se Uma missão a ser cumprida Todas as fronteiras foram ultrapassadas Folhas de papel levando notícias Deixando a região mais informada Do Alto Solimões à Colômbia Folhas com o nome de um rio abençoado Notícias para o povo amazonida Sem limites aonde chegar Notícias importantes para os cidadãos A Amazônia a testemunhar Palavras de credibilidade Eficiência no registrar Três anos de Jornal Solimões Imparcialidade no informar Publicada no Jornal Solimões edição nº 24 - Julho/2011 Direitos Autorais Reservados

O poeta no Arraial do Centro de Informação ao Turista - CIT

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(See attached file: SPM_A0924.jpg) (See attached file: SPM_A0919.jpg) (See attached file: SPM_A0913.jpg) A presença do Poeta da Amazônia foi um dos destaques do Arraial do Centro de Informação ao Turista - CIT no dia 02 de julho de 2.011 ao lado da Câmara Municipal de Tabatinga. Fez sua presença com exposição de poesias e divulgação de sua primeira obra o livro "O Poeta da AmazÔnia" volume 1, considerando-se um sucesso este evento da Secretaria de Turismo - Tabatingatur da Prefeitura Municipal de Tabatinga.